Jesus ressuscitado entra no cenáculo, mostra as suas chagas e oferece a paz. Não apresenta as feridas para acusar, nem para cobrar vingança, mas para revelar que a misericórdia venceu o pecado. Diante da verdade da vida, cada um descobre que não é apenas o justo ofendido, mas também o pecador necessitado de perdão. Por isso, o coração cristão não pode viver atirando pedras: a mesma medida com que medimos os outros poderá se voltar contra nós.
O espírito crítico nasce quando escolhemos sempre a pior interpretação para as atitudes alheias. Uma palavra, um gesto, um silêncio ou uma falha podem virar uma história inteira de suspeitas, mágoas e condenações. Esse olhar vai semeando joio nas famílias, nas amizades, nas comunidades e até na Igreja, afastando as pessoas e enfraquecendo a visão sobrenatural. A experiência da expedição Endurance, liderada por Ernest Shackleton, mostra bem esse perigo: em meio ao frio, à fome e ao fracasso da missão na Antártida, a ameaça mais destrutiva podia ser a discórdia interna, a murmuração e o espírito crítico contaminando o grupo. Para salvar todos, era preciso proteger também o clima de confiança, unidade e esperança.
Para combater esse espírito crítico, é preciso aproximar-se das pessoas. A distância facilita a condenação, mas a proximidade desmonta caricaturas. Cristo fez exatamente isso: não veio para condenar, mas para salvar; não permaneceu longe da nossa miséria, mas assumiu a nossa natureza, tocou os feridos, purificou os leprosos e carregou sobre si o peso dos nossos pecados. Quem se sabe frágil diante de Deus aprende a olhar o outro com mais compreensão, lembrando que também carrega suas próprias lepras interiores.
Também é necessário elevar o olhar e abraçar o sacrifício. A fé cristã acredita que Deus pode tirar o maior bem até da pior tragédia, como fez da Cruz de Cristo a redenção do mundo. Por isso, em vez de reclamar de tudo, alimentar fofocas ou colecionar ofensas, o cristão aprende a carregar peso, trabalhar, corrigir com caridade, conversar com lealdade e sofrer com sentido. A misericórdia exige fortaleza: não é fechar os olhos para o erro, mas buscar salvar o irmão sem feri-lo com indiretas, dureza ou desprezo.
Referências usadas na meditação:
* Música “Faroeste Caboclo”, Legião Urbana
* Sobre a expedição de Ernest Shackleton: Alfred Lansing, Endurance
* Filme “Oslo”
* Fulton Sheen, O sacerdote não se pertence
* Ernest Hemingway, O velho e o mar
* São Máximo confessor, As quatro centúrias sobre a caridade
* Sobre a devoção dos cinco primeiros sábados: Diário da Irmã Lúcia
O espírito crítico nasce quando escolhemos sempre a pior interpretação para as atitudes alheias. Uma palavra, um gesto, um silêncio ou uma falha podem virar uma história inteira de suspeitas, mágoas e condenações. Esse olhar vai semeando joio nas famílias, nas amizades, nas comunidades e até na Igreja, afastando as pessoas e enfraquecendo a visão sobrenatural. A experiência da expedição Endurance, liderada por Ernest Shackleton, mostra bem esse perigo: em meio ao frio, à fome e ao fracasso da missão na Antártida, a ameaça mais destrutiva podia ser a discórdia interna, a murmuração e o espírito crítico contaminando o grupo. Para salvar todos, era preciso proteger também o clima de confiança, unidade e esperança.
Para combater esse espírito crítico, é preciso aproximar-se das pessoas. A distância facilita a condenação, mas a proximidade desmonta caricaturas. Cristo fez exatamente isso: não veio para condenar, mas para salvar; não permaneceu longe da nossa miséria, mas assumiu a nossa natureza, tocou os feridos, purificou os leprosos e carregou sobre si o peso dos nossos pecados. Quem se sabe frágil diante de Deus aprende a olhar o outro com mais compreensão, lembrando que também carrega suas próprias lepras interiores.
Também é necessário elevar o olhar e abraçar o sacrifício. A fé cristã acredita que Deus pode tirar o maior bem até da pior tragédia, como fez da Cruz de Cristo a redenção do mundo. Por isso, em vez de reclamar de tudo, alimentar fofocas ou colecionar ofensas, o cristão aprende a carregar peso, trabalhar, corrigir com caridade, conversar com lealdade e sofrer com sentido. A misericórdia exige fortaleza: não é fechar os olhos para o erro, mas buscar salvar o irmão sem feri-lo com indiretas, dureza ou desprezo.
Referências usadas na meditação:
* Música “Faroeste Caboclo”, Legião Urbana
* Sobre a expedição de Ernest Shackleton: Alfred Lansing, Endurance
* Filme “Oslo”
* Fulton Sheen, O sacerdote não se pertence
* Ernest Hemingway, O velho e o mar
* São Máximo confessor, As quatro centúrias sobre a caridade
* Sobre a devoção dos cinco primeiros sábados: Diário da Irmã Lúcia
- Catégories
- vidéos/films
Soyez le premier à commenter cette vidéo.